Meu sumário de alta
- Wanessa ferreira
- 3 de ago. de 2017
- 3 min de leitura
Sumário de alta
Wanessa 13 anos
Peso: 53kg
Altura: 1,47
#Doença de Wilson, diagnosticada em set/2014
- Em uso de zinco desde 1/2015, não fez uso de penicilaminase com receio dos efeitos colaterais da medicação.
INTERNAÇÃO UTIP
Recebemos paciente transferida do HCC em 24/9.
Familiares referem que em 21/9 paciente iniciou vômitos, náuseas, icterícia, colúria e distensão abdominal. Realizaram exames em sua cidade com médico assistente e após vieram para POA e procuraram a emergência do HCC. No HCC, coletou novos exames e foi iniciada cefuroxima 80mg/kg/dia, N acetil cisteína 100mg/kg/dia, lactulona, omeprazol, zinco e vit K SC, Veio encaminhada para avaliação de transplante hepático. No HCPA, mantidos inicialmente os medicamentos prescritos no HCC e realizada plasmaférese wm 25, 26, 29, 30/09, 2,3, 4 e 5/10.
Retirou 1000ml de ascite em 25/09. Paciente com piora progressiva da função renal e oligoanúrica, por isso, foi iniciada hemodiafiltração em 27/09. Em 28/09 realizou novo shiley, em femural direita, pois o cateter de jugular não estava funcionando adequadamente. Neste mesmo dia foi listada para transplante hepático.
Em 3/10 a paciente teve piora clínica importante com manifestação neurológica de encefalopatia, evoluindo para ventilação mecânica e insuficiência hepática grave. Dois dias após, em 510, a paciente realizou transplante hepático. Iniciando vancomicina, micafugina, prescrito basiliximab e metilprednisolona transoperatória.
Em 7/10 foi extubada sem intercorrências, realizou VNI intermitente para profilaxia de atelectasia.
Em 7/10 Iniciado Tacrolimus 2mg/dose 12/12h (0,08 mg/kg/dia--dia 7/10 ás 22h). NS de tacrolimus domingo ás 09:30h.
Em 08/10 iniciou com sintomatologia de delirium com haldol e clorpromazina. Fez ressonância de cranio a qual identificou encefalopatia posterior.
Em 8/10 suspenso hemodiálise.
Em 10/10 iniciou procedex e aumentou dose de haldol 8 gotas 8/8h. Paciente agitação, alucinação extrema.
Solicitada consultoria para psiquiatria pediátrica a qual orientou uso de Olanzapina 5mg a noite e resgate de agitação com Haldol ev caso necessário. Paciente teve melhora da agitação psicomotora e aparentemente mais conectada após aproximadamente 3-5 dias de Olanzapina. Inicialmente com dieta via sonda devido ao comprometimento neuro-delirium. Conforme evolução, paciente começou a ficar mais "conectada" apesar do mutismo Alta da UTI com SV estáveis, porém ainda sem falar. Relato de reação extrapiramidal com haloperidol, sendo orientado não realizar mais a medicação.
Paciente hipertensa, em uso de antihipertensivos: hidralazina, hidroclorotiazida e anlodipina.
Em 23/10 paciente estável, com aumento gradual da dose do imunossupressor, com controle da TA e transferida a enfermaria em 23/10.
Paciente sendo acompanhada pela equipe de neurologia, em uso de fenitoina, ajustada dose em 01/11 para 100 mg 12/12 horas. Realizou avaliação oftalmológica em 03/11 com provável início de Anel de Kayser-Fleischer.
Acompanhada pela psiquiatria e psicologia. Em 01/11 suspenso Olanzapina, devido melhora gradual da Paciente. Realizado fisioterapia motora e respiratória.
Devido o aumento de transaminases, e NS de tacrolimus ainda baixo, ajustada dose do imunossupressor em -1/11 em 5mg 12/2 horas. Mantida com micofenolato e prednisona.
Na enfermaria, a paciente apresentou melhora gradativa do quadro neuropsiquiátrico, Porém, aumento persistente de enzimas hepáticas. Realizada biópsia hepática em 3/11- alargamento portal á custa de marcada reação ductular e de inlitrado inflamatório e componente neutrocitário.
Devido PAs adequadas, suspenso hidralazina em 06/11, mantendo bom controle pressórico.
Realizada Eco doppler porta 07/11: leve dilatação de via biliar intra central e extra hepática--- achados sem modificações significativas quando comparados ao pós op imediato.
Iniciado ursodesoxicolico em 08/11. Em 09/11 paciente apresentou importante mudança comportamental apresentando ilusões, momentos de agitação. Realizado RNM , sem sinais sugestivos de PRESS, mas com sinais de impregnação de cobre. Mantendo PA adequada e magnésio sérico adequado. Necessitando de reposição oral com cloreto de magnésio. Suspenso cloreto de potássio via oral por recomendação da nefrologia em 11/11.
Apresentou EBV 03/11 quali DETECTADO//lgG R lgM NR 10/11. Carga viral negativa. Antigenemia CMV negativas. EBV qualitativo de 23/11- negativo.
Redução gradativa da prednisona, mantendo 5mg/dia e à partir de 11/12 deixado em dias alternados. Retirada dos antihipertensivos gradual, mantendo PAs estáveis. Ainda necessitando de altas doses de cloreto de Magnésio enteral devido hipomagnesia persistente.
Realizado EEG (17/17): ritmo de base pouco organizados, sem fusos de sono, e assimétricos, com atenuação constante das atividades geradas do hemisfério direito, onde frequentemente se observam-se descargas focais de ondas agudas isoladas de amplitude destacada. Não foram registrados paraxismos generalizados. Iniciado oxocarbazepina, com retirada gradual da fenitoína, conforme orientação da neuropediatria.
persistência do aumento das transaminases. ColangioRNM com anestesia agendada para 02/12, porém cancelada devido quebra do aparelho. Realizou exames sem anestesia em 07/12: Os achados podem corresponder a estenose da anastomose biliar, com leve dilatação biliar intra-hepática; enxerto hepático com morfologia habitual (sem sinais de dismorfismo) e intensidade sinal homogênea da parênquíma; mínima quantidade de líquido livre do abdome superior.
Optado por realizar procedimento com radiologia - colangio transparieto hepática, em 12/12/16 com dilatação da estenose da via biliar percutânea e drenagem. Deixada com dreno interno-externo, com plano de reinternação em aproximadamente 30/40 dias.
Tem plano de alta em 15/12/2016, caso paciente permaneça estável, sem picos febris ou outros sintomas.
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